As melhores técnicas de memorização para concursos

Andressa Federizzi
Andressa Federizzi
6 minutos de leitura
Técnicas de memorização para concursos: conheça as melhores

Está estudando muito e parece que o conteúdo não fica na sua cabeça? Calma, nesse artigo você vai conhecer as melhores técnicas e dicas de memorização que potencializarão seus estudos para concursos.

Já falamos em outro artigo o quanto a internet mudou nossas vidas. Tanto no modo como nos relacionamos com as pessoas, com os produtos e principalmente, como aprendemos.

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Os smartphones e redes sociais nos acompanham diariamente, além de servirem como nossa agenda.

Quem nunca esqueceu um aniversário importante e foi “salvo” pelo lembrete de uma rede social ou e-mail?

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Isso é algo que acontece com milhões de pessoas.

A tecnologia nos proporcionou acesso a várias informações ao mesmo tempo. Entretanto, facilitou tanto nossa vida que não nos esforçamos mais em memorizar rotas, datas, nomes e afins.

Porém, quando mudamos o contexto e pensamos sobre a importância da memória nos estudos, percebemos nossas reais dificuldades.

E descobrimos que precisamos urgentemente melhorar esta habilidade para conseguirmos alcançar nossos objetivos.

Já fez essa análise e chegou a conclusão de que precisa reavaliar suas estratégias de estudo?

Então, não deixe a preocupação tomar conta dos seus pensamentos e conheça alguns exercícios para “reativar” as potencialidades da sua memória.

Aprenda as melhores técnicas de memorização para concursos e armazene os conteúdos necessários para conseguir a aprovação.

Técnicas de memorização para concursos, qual o primeiro passo?

A primeira dica é: Priorize as atividades e informações.

Muita informação atrapalha nossa concentração. Ficamos ansiosos para atender a todas as demandas e notificações.

No fim do dia, a sensação que temos é que não fizemos nada por completo ou não fomos produtivos, apesar de termos realizados várias ações.

Muitas vezes, frente a tanto conteúdo para estudar, gastamos muito tempo pensando qual a melhor opção, qual melhor curso, qual a melhor estratégia e não saímos do lugar.

Para mudar esta situação precisamos analisar o todo e priorizar o que é mais importante de acordo com as nossas metas.

Saber de tudo não é possível, mas ter todas as informações importantes sobre o concurso que queremos aprovação é totalmente possível.

Então, priorize o que é útil para atingir seu objetivo e dedique-se a isso.

Aí que entra a organização e planejamento dos estudos. Saber o que, quando e quanto tempo estudar diminui essa sensação de sobrecarga e do peso de tomar decisões.

Além disso, a organização é fundamental para que as técnicas de memorização funcionem. Precisamos estruturar o que fazemos para que tenha sentido para nós. “Por que fazer isso?”

O mínimo que se espera de um concurseiro é que ele leia o edital, não é mesmo?

Dedique-se de verdade ao estudo

Se for estudar, estude concentrado. Se estiver estressado, preocupado com algo ou em um lugar desconfortável, a sua capacidade de memorização diminui.

A sugestão é respirar fundo durante alguns minutos, esvaziar a mente – com meditação se você preferir.

Além disso, escolher e preparar um ambiente que colabore na concentração. Um ambiente silencioso, confortável e com os materiais à mão, garantem momentos de estudos mais bem aproveitados.

E sem dúvida alguma, ter um planejamento do que você irá estudar é fundamental.

É mais válido gastar 3 horas levantando as informações e organizando o conteúdo antes de começar a estudar, do que perder tempo diariamente, “caçando” o assunto do dia.

Ensine alguém

Provavelmente você já tenha ouvido por aí que quando você ensina você aprende muito mais.

Para ensinar precisamos absorver o conteúdo, pensar em exemplos e preparar a explicação de modo a ser entendido.

De acordo com Peter Doolittle, memorizamos uma informação nova com maior facilidade se fizermos algo prático com ela.

Então participe, por exemplo, de grupo de estudos e explique um conteúdo aos membros. Além de você sintetizar um conteúdo complexo, você e o grupo terão a possibilidade de refletir sobre aquele tema, de analisar questões e sanar possíveis dúvidas.

E este grupo nem precisa ser presencial, afinal, são muitas opções na internet.

Mas se essa ideia de estudar em grupo não serve para você, faça uma pergunta em voz alta e tente respondê-la para você mesmo. Essa prática de organizar as ideias oralmente ajuda a buscar as informações mais importantes de cada tópico.

Afinal, em uma explicação você precisa ser o mais claro e objetivo possível, por isso essa técnica de memorização funciona.

Faça associações

Aquilo que processamos nós aprendemos. Nossa memória é construtiva, reconstrutiva.

Então, crie acrônimos (siglas) e acrósticos (frases) para aqueles tópicos que você não pode esquecer para a prova.

Veja dois exemplos:

Outro recurso dentro dessa técnica de memorização, é o encadeamento das ideias em forma de narrativa. Isso mesmo, crie uma “história” – obviamente curta – para conseguir lembrar de fórmulas ou sequência de procedimentos.

Veja um exemplo de narrativa para ajudar na memorização dos planetas.

Ainda, tente aplicar determinado conteúdo em situações cotidianas. Um exemplo, objeto ou situação cotidiana pode ajudar a acessar uma explicação ou informação importante durante uma questão.

Durante nosso tempo de escola ouvimos nosso professor usar a fervura da água para nos explicar sobre pressão e temperatura na aula de Química. Lembra disso?

Essas associações e exemplos facilitam a memorização de informações complexas e não esquecemos mais.

Assim, ao encararmos uma questão de prova, teremos como puxar as informações daquele conteúdo porque fizemos associações para aprendê-lo.

Escreva

Escrever também é uma forma de memorizar determinado assunto. Mas quando eu digo escrever é com papel e caneta, nada de digitação.

Desse modo, associamos o operacional, o movimento da mão para cada letra com o conteúdo e organização das ideias.

A escrita é uma atividade que desperta vários estímulos. Precisamos acessar várias “pastas” para deixar o texto coeso e coerente.

Portanto, nunca estude uma aula passivamente, faça anotações. Por exemplo, um brainstorm de conceitos, organizado e com alguns destaques coloridos.

Se preferir pode anotar em pequenos papeis para facilitar a leitura dessas anotações.

Já para os resumos, a sugestão é fazê-los em tópicos.

Em uma folha, coloque o título ou tema do que está sendo sintetizado e anote só o que é realmente importante, como por exemplo, conceitos gerais, características, fórmulas e um exemplo.

Os mapas mentais devem ser feitos a mão, coloridos, com desenhos e devem conter somente as palavras-chave.

Não é necessário um desenho profissional. O que importa é o significado (associação) da imagem e não a estética.

Isso porque nosso cérebro recebe diversos estímulos por meio dos nossos 5 sentidos.

Alguns desses estímulos ativam informações gravadas em nossa memória e fazem conexões. A partir do raciocínio das informações novas com aquelas já memorizadas essas conexões se fortalecem.

A repetição desse processo faz com que a informação nova seja transformada em aprendizado e torna-se memória de longo prazo.

Portanto, para aqueles que têm facilidade em lembrar de informações captadas a partir de imagens, é interessante que os estímulos sejam com desenhos ou esquemas coloridos.

A repetição é outra técnica de memorização.

Repetição também é importante.

O que o filósofo alemão Hermann Ebbinghaus descobriu é que esquecemos dois terços do que aprendemos em 24 horas. Se não revisarmos em um curto espaço de tempo, não armazenaremos o conteúdo na memória de longo prazo. Por isso a repetição é fundamental.

De acordo com a curva de esquecimento, nosso cérebro descarta as informações que não são reutilizadas com frequência.

Portanto, revise o conteúdo de forma espaçada. Inclua revisões programadas no seu plano de estudos.

Revise o conteúdo após 24 horas – se preferir resolvendo questões.

A segunda revisão após 7 dias. Releia suas anotações, resumos ou mapas mentais durante uns 10 minutos.

E uma última revisão após 30 dias.

Reler os resumos várias vezes ajuda na memorização, mas é importante que você aprenda o conteúdo e não o decore.

Se você decorar, ficará inseguro quando surgir uma questão contextualizada e relacionada com outros temas. Nesse caso, aprender o conteúdo é fundamental e repetir o estudo com os resumos vai solidificá-lo.

Outra forma de repetir o conteúdo é usar o ciclo de estudos.

Revisando as técnicas de memorização para concursos

Bem, neste artigo falamos sobre algumas dicas e vimos a importância da revisão e da repetição.

Portanto, não poderíamos deixar de aplicar aqui essas dicas.

  • Priorize as atividades.
  • Dedique-se aos estudos.
  • Ensine alguém.
  • Leia em voz alta.
  • Faça associações.
  • Escreva.
  • Revise os tópicos importantes.

Bem, agora é sua vez de tentar.

Use e abuse das dicas e lembre-se que os resultados não aparecem milagrosamente.

É preciso dedicação e persistência para descobrir quais técnicas de memorização para concursos funcionarão melhor para você.

Faça testes e vá avaliando seu desempenho por meio de simulados.

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