Enem 2017: veja 11 itens sobre o mosquito Aedes que podem inspirar perguntas na prova de ciências da natureza

Prova de ciências da natureza será aplicada neste domingo (12); veja desdobramentos dos professores sobre o tema que engloba conhecimentos em biologia.

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 adora usar temas da atualidade como mote para cobrar conceitos abordados no ensino médio.

Uma das apostas dos professores é que neste ano, assim como em edições anteriores, apareçam questões ligadas ao mosquito Aedes aegypti e às doenças causadas por ele como zika, chikungunya, dengue e febre amarela.

As provas de ciências da natureza e de ciências exatas serão aplicadas neste domingo (12).

Segundo levantamento do Curso Poliedro, entre os anos de 2009 e 2016, o item "vírus, procariontes e eucariontes”, que contempla o assunto, apareceu sete vezes no Enem, representando 1,78%, da prova de ciências da natureza, neste período.

Para abordar o assunto, o G1 ouviu:

 

  • Caio Gadel, coordenador de biologia do Grupo Etapa
  • Danilo Abranches Safi, professor de biologia do Cursinho da Poli
  • Guilherme Santos, professor do SAS Plataforma de Educação
  • Isabel Settin, professora de biologia do Curso Poliedro Campinas

 

Veja as abordagens que são apostas dos especialistas:

 

Analisar as diferentes doenças provocadas pelo Aedes

 

"Ele é um mosquito urbano, que pertence ao filo artrópoda, responsável pela transmissão de vários vírus, chamados de arbovírus (vírus que podem ser transmitidos ao homem por vetores artrópodes)", diz Isabel Settin, do Poliedro.

Isabel reforça que as arboviroses mais conhecidas transmitidas pelo Aedes aegypti são: Zika, febre chikungunya, dengue e febre amarela. "Estas arboviroses têm sintomas bem parecidos, como por exemplo: febre, dor de cabeça, dor nas articulações, manchas vermelhas e erupções na pele, náuseas e vômitos. O que muda é a intensidade de cada sintoma."

O zika vírus está relacionado, também, ao aparecimento da microcefalia e de outras complicações neurológicas no feto, quando contamina gestantes. "Muitas pessoas contaminadas com o zika vírus desenvolveram algum tempo depois a síndrome de guillain-Barré, doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular", afirma Isabel.

 

Possível disseminação de novas doenças

 

"Estão na lista a febre Mayaro, Usutu e Febre do Nilo ocidental. Embora ainda não comprovado, elas podem ter o Aedes aegypti como potencial vetor", afirma Caio Gadel, do Etapa.

 

Sazonalidade

 

Uma possível abordagem dentro deste tema, segundo o professor Danilo Safi, do Cursinho da Poli, é a relação entre época do ano e os surtos das doenças que são transmitidas pelo mosquisto (análise de gráfico, por exemplo), como tem ocorrido com a dengue nos últimos anos e com o vírus da zika no verão do ano passado. "Isso se deve ao aumento da população de mosquitos durante o verão", diz.

 

Meio ambiente

 

Os impactos ambientais causados pelo ser humano que levam a um aumento da população de mosquitos e consequentemente das doenças também estão entre as apostas dos professores.

 

Estudos científicos

 

Os professores alertam que uma das formas de abordagem é o que a ciência diz sobre a relação entre o vírus zika e a microcefalia? O vírus tem sido apontado como responsável pelo surgimento da microcefalia transmitida potencialmente nos três primeiros meses de gestação do bebê.

 

Controle biológico

 

Maneiras alternativas de controle da população de mosquito (controle biológico) ao invés do uso de inseticidas, como por exemplo a fabricação de mosquitos transgênicos, de acordo com o professor Safi.

 

Impacto dos inseticidas

 

O uso frequente de inseticidas e a seleção de variedades de mosquitos resistentes a eles (evolução por meio da seleção natural), segundo Danilo Safi.

 

Importância da prevenção

 

Como o Enem incentiva a análise de propostas que visem à preservação da saúde coletiva, a prevenção pode ser uma temática, de acordo com os professores. A mais tradicional inclui não deixar agua parada, já que esse é o ambiente propício para a criação e reprodução do mosquito.

 

Biotecnologia e edição genética

 

"Além disso é importante destacar que pesquisas na área de biotecnologia têm sido intensificadas visando impedir a transmissão de doenças pelo Aedes. Simulados aplicados no Brasil têm abordado técnicas de DNA para edição de genoma do mosquito Aedes", afirma Guilherme Santos, professor do SAS.

Santos lembra que a CRISPR (do inglês Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats), por exemplo, é uma ferramenta de edição genética que se compromete a retirar partes indesejadas do genoma que causam doenças. "Por isso, a união de assuntos como doenças provocadas por Aedes e biotecnologia desponta como um assunto com grande relevância."

 

Relação entre vacinas

 

O aluno pode ser instigado também a analisar que uma pessoa vacinada contra a febre amarela não estaria imune a dengue, zika ou chikungunya. "Da mesma forma uma pessoa que receber a vacina contra a dengue não estará imune a zika. As vacinas estimulam a produção de anticorpos que são direcionados ao combate de antígenos específicos. Muitos esforços estão sendo realizados para se obter uma vacina que tenha ação conjunta contra todas as doenças causadoras pelo Aedes, mas ainda estão em fase de testes e/ou pesquisas", diz Santos.

 

Destaque para as fêmeas do mosquito

 

"Vale lembrar que apenas as fêmeas se alimentam de sangue, são hematófagas, e ao picar uma pessoa infectada mantém o vírus na saliva e o retransmite, enquanto o macho se alimenta somente de néctar", finaliza Isabel Settin.

 

Fonte: G1

https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/enem-2017-veja-11-itens-sobre-o-mosquito-aedes-que-podem-inspirar-perguntas-na-prova-de-ciencias-da-natureza.ghtml

_relacionados

Copyright @2017 Kultivi Produção e Edição de Conteúdo Ltda - CNPJ: 28.186.806/0001-35 - Contato: contato@kultivi.com

Copyright @2017 Kultivi Produção e Edição de Conteúdo Ltda
CNPJ: 28.186.806/0001-35
Contato: contato@kultivi.com